Como não é possível viver uma vida só de poesia
Eu sigo levando a minha e acreditando que tudo de bom foi-me concedido por meu próprio mérito
E o que de ruim vier
Abro os braços
Creio que há males que vem para o bem
E o que tens de viver
O peso não caíra nas costas de um outro alguém

Se resolvesse me descrever através de outros lábios, talvez um ou dois teriam o que dizer
Sou de poucos amigos
Conheço muitas pessoas
E a maioria preferia não conhecer

Gosto da intensidade
Mas a qual tem de ser verdadeira

Procuro um olhar
Antes que possa me encantar pelos lábios
Mas isso levou tempo pra existir
Sei a força que isso provoca
E confesso
Tinha medo de deixar a alma transparecer

Gosto da nostalgia
Até da inexistência de um pretexto

Sinceridade
Sinceramente
Me provoca medo
Todos suplicam pela tal
Mas sempre encontram um jeito
De escapar de suas garras

Tenho fobia social
Medo de me deixar envolver
Em qualquer tipo de relacionamento
É doloroso
Mas foi a única maneira que encontrei
Para me refugiar de supostas preocupações
Amores
Com apenas uma cajadada
Com a intenção de desatar laços
Não restou nenhum
Só os que sempre aqui estiveram
Mesmo sem minha percepção
E isso não me torna melhor, mais feliz, ou mais forte
Eu só aceitei aquela frase tão incomodativa
” Amigos são um ou dois “
E isso é tão confortavel
Sair da fantasia
E ainda assim saber que restaram esses dois
AAh ..

E que a vida siga
Pra que de algum modo
Em um futuro próximo
Possa para meus netos e filhos
Citar poesia tendo como tema
A sujeira que é a vida

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O que mais me dói, não é ouvir ofenssas, e sim, não ter o direito de apontar semelhanças. Por maior o ódio que guardas no peito por alguém. Não te esquessas que viesses da mesma matéria. Que o dinheiro e o poder foram criados pela ganancia e arrogancia que temos. E desde que existimos devoramos uns aos outros para sobreviver.
Não és melhor, podes ter beleza, dinheiro, fama, poder.
Ainda assim, és mortal, tão qual todos outros.
Morreremos, seremos penalisados, talvez renasceremos. Mas o que mais de igual guardamos. É a gana de ter SEMPRE a razão.